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La visita mèdica híbrida creixerà un 15% en els pròxims cinc anys

A IA e o Big Data marcarão o futuro da relação com os profissionais de saúde, segundo 61% do setor

  • A visita médica híbrida crescerá 15% nos próximos cinco anos.
  • Os médicos valorizam especialmente o conteúdo personalizado (51%) e a informação científica relevante (30%)
  • O perfil do delegado de informação médica evolui para um papel mais estratégico, digital e centrado em gerar valor

Barcelona, 14 de maio de 2026. – A inteligência artificial, o Big Data e a personalização das interações serão os principais motores de transformação da visita médica nos próximos anos. É esta a conclusão do estudo “O Futuro da Visita Médica”, apresentado ontem conjuntamente pela consultora Inizio e pela Cesif, escola de negócios líder e de referência na indústria farmacêutica.

O relatório, elaborado a partir da opinião de 60 diretores das áreas de vendas e marketing do setor farmacêutico em Espanha, analisa a evolução do papel do delegado de informação médica num ambiente cada vez mais digital, dinâmico e centrado no doente.

Entre as principais conclusões, o estudo indica que o modelo tradicional de visita médica está a dar lugar a uma transformação estrutural impulsionada pela digitalização, pela utilização avançada de dados e pelas novas formas de relacionamento com os profissionais de saúde. Neste contexto, prevê-se que a visita médica híbrida aumente 15% nos próximos cinco anos.

Além disso, 61% dos inquiridos considera que a inteligência artificial e o Big Data serão determinantes para melhorar a personalização e a eficácia das interações com os profissionais de saúde. Precisamente, os médicos identificam o conteúdo personalizado como o aspeto mais valioso destas relações (51%), seguido da informação científica relevante (30%).

Tecnologia, personalização e valor diferencial

O estudo destaca que o futuro da visita médica será marcado pela combinação de tecnologia, tempo de qualidade e personalização. Num contexto de saturação informativa e agendas cada vez mais limitadas, os profissionais de saúde exigem interações mais relevantes, ágeis e adaptadas às suas necessidades concretas.

Neste cenário, a capacidade de gerar valor diferencial será fundamental. A visita médica deixará de estar centrada apenas na promoção de produtos para evoluir para um modelo baseado na colaboração, no acompanhamento científico e na geração de conhecimento útil para o profissional de saúde.

Além disso, o relatório destaca que a relação entre a indústria farmacêutica e os profissionais de saúde deverá ser entendida cada vez mais numa perspetiva de parceiros estratégicos. Os especialistas assinalam que o decisor já não é apenas o médico, mas sim um ecossistema mais amplo e complexo no qual intervêm outros atores do sistema de saúde. A isto junta-se uma nova alavanca de decisão: a reputação e o posicionamento da própria empresa farmacêutica, elementos cada vez mais determinantes na construção de confiança e credibilidade.

Do delegado comercial ao assessor científico-digital

O estudo reflete também uma profunda evolução nas competências que o setor farmacêutico exigirá no futuro. A capacidade de personalizar a informação de acordo com as necessidades de cada profissional de saúde posiciona-se como a competência mais relevante para 25% dos especialistas consultados. Seguem-se a inteligência emocional e a empatia (17%), o conhecimento e utilização de ferramentas de inteligência artificial e análise de dados (12%) e a capacidade de adaptação à mudança tecnológica (12%).

Neste novo cenário, o delegado de informação médica evoluirá de um perfil centrado na promoção de produtos para um papel mais estratégico, transversal e consultivo. Segundo o relatório, o delegado “passará de mensageiro de produto a assessor científico digital”, capaz de trabalhar com inteligência de dados, adaptar-se aos canais preferidos por cada médico e gerar valor tanto em interações presenciais como virtuais.

O novo perfil profissional combinará competências científicas, digitais e relacionais, dando origem a perfis cada vez mais versáteis, tecnológicos e orientados para a gestão estratégica da relação com o profissional de saúde.

Tecnologia, formação e novas competências

Pedro del Valle, Sales and Operations Director na Inizio Engage

Durante a apresentação do estudo, Pedro del Valle, Sales and Operations Director na Inizio Engage, destacou que “a chave para o futuro da visita médica será a capacidade de personalizar cada interação, apoiando-se na tecnologia para oferecer valor real ao médico e ao doente”.

Por sua vez, Clara Campos, CEO da Cesif, sublinhou a importância de antecipar as novas necessidades do mercado de trabalho farmacêutico. “O nosso compromisso com a indústria é formar profissionais preparados para liderar a inovação e enfrentar as mudanças de um setor em constante transformação. Por isso, formamos em comunicação, liderança e competências digitais, adaptando-nos continuamente aos novos perfis e capacidades que a indústria farmacêutica exige”, explicou.

Campos sublinhou também a necessidade de reforçar a colaboração entre empresas e instituições do setor, trabalhando em conjunto como “parceiros estratégicos” para formar profissionais capazes de atuar num ambiente cada vez mais digital, competitivo e em constante transformação.

O evento, realizado na Universidade CEU Abat Oliba de Barcelona, foi inaugurado por Swen Seebach, vice-reitor de Estratégia e Internacionalização da universidade, juntamente com Lourdes Martínez, diretora de Carreiras Profissionais da Cesif.

A jornada contou ainda com uma conferência inaugural de Marc Fort, fundador da Centivence e alumni da Cesif, que destacou que o verdadeiro desafio da transformação tecnológica será combinar o potencial da IA com capacidades humanas como a comunicação, a criatividade, o pensamento crítico e a adaptabilidade. “A IA transformará numerosos papéis, mas as competências humanas serão mais importantes do que nunca”, afirmou.

A transformação, para além da tecnologia

A jornada terminou com uma mesa-redonda moderada por Susana Gómez-Lus, presidente da Associação de Medicina da Indústria Farmacêutica (Amife), na qual participaram Antoni Gilabert, diretor de Inovação do Hospital del Mar de Barcelona; Florencia Sánchez, Change Management & Strategic Capabilities Manager na Novartis; e Albert Arcusa, Marketing Senior Manager na Amgen.

Durante o debate, os especialistas concordaram que o futuro da visita médica dependerá tanto da tecnologia como da capacidade de adaptação das equipas comerciais. Neste sentido, Florencia Sánchez afirmou que “a transformação da visita médica não é, antes de mais, um desafio tecnológico, mas sim um desafio de mindset. A verdadeira mudança acontece quando o delegado deixa de apresentar produtos e passa a interpretar o contexto e a gerar valor personalizado em cada interação”.

Por sua vez, Antoni Gilabert destacou que “o futuro da visita médica passa por gerar valor para o sistema de saúde num ambiente em que o decisor já não é apenas o médico, mas um ecossistema cada vez mais complexo”.

Finalmente, Albert Arcusa sublinhou a importância de combinar estrategicamente os diferentes canais de relação com o profissional de saúde: “A abordagem presencial e a digital complementam-se para maximizar o impacto da mensagem. A chave está em adaptar o conteúdo e o canal a cada interação”.

Sobre a Cesif

Escola de negócios de referência na indústria farmacêutica, com mais de 35 anos de trajetória a formar profissionais altamente especializados em áreas técnicas e de direção nos setores biofarmacêutico, biotecnológico, alimentar, químico e cosmético. Faz parte do grupo metrodora, rede internacional de centros de formação especializados em saúde, bem-estar, desporto e novas tecnologias.

Oferece mestrados em modalidade presencial e online, assim como programas executive concebidos para impulsionar o desenvolvimento diretivo. A partir das suas sedes em Madrid e Barcelona, já formou mais de 15.000 alumni graças a um corpo docente de excelência composto por mais de 1.000 profissionais ativos, líderes nas suas respetivas áreas.

Reconhecida como a primeira escola especializada do setor da Saúde no Ranking The Economist 2020 e a única escola setorial incluída no Ranking dos Melhores Mestrados do El Mundo 2025, consolida-se como a Pharma Business School de referência.

Jordi González

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